• Prefeito Ricardo Nunes (MDB) diz que todos os moradores terão atendimento habitacional, mas que remoções são necessárias para alargar ruas

    Por: Jessica Bernardo

    Favela de Paraisópolis

    O projeto bilionário da Prefeitura de São Paulo para urbanizar o Complexo de Paraisópolis, na zona sul da capital paulista, prevê remover duas mil moradias do local. As famílias serão realocadas para conjuntos habitacionais no próprio complexo. A informação foi confirmada nesta quarta-feira (7/1) pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB) durante entrevista a jornalistas em uma agenda na zona leste da cidade.

    “É um projeto grande. A gente vai ter ali a remoção de mais de 2 mil casas porque as ‘vielinhas’ terão que ser alargadas. Todas essas pessoas terão o atendimento habitacional, ninguém vai ficar desamparado, mas é necessário ampliar ruas, fazer extensão da Avenida Hebe Camargo e fazer o alargamento das vielas”, afirmou Nunes.

    O prefeito disse que as remoções permitirão tornar mais acessíveis vielas estreitas do complexo de favelas onde hoje não é possível passar com uma cadeira de rodas, por exemplo. Segundo ele, algumas das vielas de Paraisópolis têm apenas 60 cm de largura e ficarão com até 3 metros depois das obras.

    O projeto de urbanização prevê a entrega de empreendimentos habitacionais já em andamento na região, além do mapeamento de áreas vazias que poderão viabilizar a construção de novos apartamentos do programa Pode Entrar no bairro. Segundo a Prefeitura, 2.083 unidades serão entregues no plano.

    Na terça-feira (6), o projeto foi apresentado em uma reunião pelo presidente da SP Urbanismo, Pedro Fernandes, para o prefeito e os secretários municipais da cidade.

    O que o projeto prevê?
    Abertura e melhoria de até 17,8 km de ruas e vielas.
    Prolongamento da Avenida Hebe Camargo e criação de uma ligação para facilitar o acesso à estação São Paulo-Morumbi da Linha 4-Amarela do metrô.
    Implantação do Pavilhão Cultural do Grotão, espaço com 7,5 mil m², e requalificação da Casa Hans Broos como polo cultural e artístico.
    Implantação de UPA 24 horas, CAPS e um novo CEU no local.
    Implantação do Parque Linear Itapaiúna.

    Durante a reunião desta terça, o secretário de Segurança Urbana, Orlando Morando, interveio na apresentação sugerindo que uma base da Guarda Civil Metropolitana (GCM) fosse instalada dentro da comunidade. O equipamento não estava previsto inicialmente no projeto. Participantes do encontro chegaram a apontar uma sugestão de local para a implantação.

    O projeto para as obras em Paraisópolis deve entrar, agora, na fase de consulta pública. Segundo Nunes, a consulta será aberta nestas semana para receber sugestões da população sobre o tema. A meta é dar início às obras ainda neste ano.
    A urbanização do Complexo de Paraisópolis custará R$ 1,6 bilhão aos cofres municipais e deve atingir, além da favela de Paraisópolis, as comunidades Jardim Colombo e Porto Seguro. A obra será financiada com os recursos arrecadados na venda dos chamados Certificados de Potencial Adicional de Construção (CEPACs), que liberaram as construtoras para subirem prédios mais altos na região da Faria Lima, na Operação Urbana Faria Lima.

  • Trump diz que situação de ilha é ‘interessante’ e critica presidente cubano indiretamente: ‘País não está indo muito bem’

    Trump diz que operação na Venezuela dá recado a Cuba
    REUTERS/Pablo Sanhueza

    Após a operação militar na Venezuela e a captura do ditador Nicolás Maduro, a situação em Cuba pode se agravar. Historicamente, a relação entre o país cubano e os Estados Unidos é de constantes tensões.

    O embargo econômico americano a Cuba está em vigência desde 1962. O movimento dos EUA ocorreu em resposta à Revolução Cubana e ao agravamento das tensões entre os dois países, em meio à Guerra Fria.

    Horas após a ação militar americana, o presidente Donald Trump fez um pronunciamento e respondeu a perguntas de jornalistas. Na Flórida, o republicano afirmou que a operação na Venezuela é, sim, uma mensagem para Cuba.

    Trump aproveitou para tecer novas críticas à gestão do presidente Miguel Díaz-Canel, que assumiu o governo cubano em 2018. O americano, contudo, não o citou nominalmente.

    “Cuba é um caso interessante, não está indo muito bem agora. Esse sistema não tem sido muito bom para Cuba. O povo lá tem sofrido por muitos, muitos anos. Cuba é uma nação falida, e queremos ajudar o povo”, destacou.

    “É muito semelhante”, continuou Trump, em relação ao “recado” que a situação na Venezuela passa a Cuba. “Queremos ajudar o povo em Cuba, mas também queremos ajudar as pessoas que foram forçadas a sair de Cuba e vivem neste país”, acrescentou.

    ‘Recado’ claro
    Ao lado do presidente, o secretário de Estado americano, Marco Rubio — que tem origem cubana —, disse que o “recado” deve ser levado a sério.

    “Cuba é um desastre. É administrada por homens incompetentes e senis e, em alguns casos, não senis, mas incompetentes. No entanto, não há economia. É um colapso total”, afirmou.

    Rubio também acusou Cuba de ajudar a proteger o sistema venezuelano. “Ajudaram a proteger Maduro, isso é bem conhecido, toda a agência de espionagem deles, tudo estava cheio de cubanos”, acusou.

    O secretário americano afirmou, ainda, que Maduro recebeu diversas “ofertas generosas” dos EUA para evitar o ataque realizado pelos americanos.


    Após a operação militar na Venezuela e a captura do ditador Nicolás Maduro, a situação em Cuba pode se agravar. Historicamente, a relação entre o país cubano e os Estados Unidos é de constantes tensões.

    O embargo econômico americano a Cuba está em vigência desde 1962. O movimento dos EUA ocorreu em resposta à Revolução Cubana e ao agravamento das tensões entre os dois países, em meio à Guerra Fria.

    Horas após a ação militar americana, o presidente Donald Trump fez um pronunciamento e respondeu a perguntas de jornalistas. Na Flórida, o republicano afirmou que a operação na Venezuela é, sim, uma mensagem para Cuba.

    Trump aproveitou para tecer novas críticas à gestão do presidente Miguel Díaz-Canel, que assumiu o governo cubano em 2018. O americano, contudo, não o citou nominalmente.

    “Cuba é um caso interessante, não está indo muito bem agora. Esse sistema não tem sido muito bom para Cuba. O povo lá tem sofrido por muitos, muitos anos. Cuba é uma nação falida, e queremos ajudar o povo”, destacou.

    “É muito semelhante”, continuou Trump, em relação ao “recado” que a situação na Venezuela passa a Cuba. “Queremos ajudar o povo em Cuba, mas também queremos ajudar as pessoas que foram forçadas a sair de Cuba e vivem neste país”, acrescentou.

    ‘Recado’ claro
    Ao lado do presidente, o secretário de Estado americano, Marco Rubio — que tem origem cubana —, disse que o “recado” deve ser levado a sério.

    “Cuba é um desastre. É administrada por homens incompetentes e senis e, em alguns casos, não senis, mas incompetentes. No entanto, não há economia. É um colapso total”, afirmou.

    Rubio também acusou Cuba de ajudar a proteger o sistema venezuelano. “Ajudaram a proteger Maduro, isso é bem conhecido, toda a agência de espionagem deles, tudo estava cheio de cubanos”, acusou.

    O secretário americano afirmou, ainda, que Maduro recebeu diversas “ofertas generosas” dos EUA para evitar o ataque realizado pelos americanos.

    “Nicolás Maduro teve múltiplas oportunidades para evitar isso. Ele recebeu várias ofertas muito, muito, muito generosas e escolheu, em vez disso, agir como um homem selvagem. Escolheu, em vez disso, brincar, e o resultado é o que vimos”, descreveu.

    “Nicolás Maduro teve múltiplas oportunidades para evitar isso. Ele recebeu várias ofertas muito, muito, muito generosas e escolheu, em vez disso, agir como um homem selvagem. Escolheu, em vez disso, brincar, e o resultado é o que vimos”, descreveu.

    Supostas ameaças

    Rubio voltou a reforçar que as falas de Trump não são uma ameaça, apesar de resultarem em ações. “As pessoas precisam entender que este não é um presidente que apenas fala e faz cartas e conferências de imprensa. Se ele [Trump] diz que está falando sério sobre algo, ele fala sério, e isso [Venezuela] foi uma ameaça direta ao interesse nacional dos Estados Unidos, e o presidente abordou isso”, continuou.

    O secretário ponderou, contudo, que Trump não sai “caçando brigas” e quer se “dar bem com todo mundo”.

    “[Trump] conversará e se encontrará com qualquer um, mas não brinque. Não brinque com este presidente no cargo, porque não vai acabar bem. Essa lição foi aprendida na noite passada, e esperamos que seja instrutiva daqui para frente”, concluiu Rubio.

    Venda de petróleo para a Rússia

    Ainda no pronunciamento, Trump afirmou que os Estados Unidos estão “no negócio do petróleo” e que pretendem vender a commodity para a Rússia “quando as coisas se estabilizarem”.

    Segundo Trump, o petróleo venezuelano deve ser vendido em doses superiores às atuais, já que a capacidade de produção da Venezuela é limitada devido à “estrutura ruim”.

    “Então, venderemos grandes quantidades de petróleo para outros países, muitos dos quais estão usando agora, mas eu diria que muitos mais virão”.

    Críticas a Putin
    Trump confessou, ainda, não estar satisfeito com o presidente russo, Vladimir Putin, que estaria “matando muitas pessoas” na guerra contra a Ucrânia, conflito que o republicano disse ter herdado.

    “Acho que estamos fazendo progressos, mas essa é uma guerra que nunca deveria ter acontecido. Se eu fosse presidente, isso nunca teria acontecido, mas herdei essa guerra de Joe Biden, Zelensky e Putin”, criticou.

    “Estamos perdendo 25 mil a 30 mil seres humanos que vêm de dois lugares que estão muito distantes. Mas, se eu puder parar (a guerra), porque é algo em que sou muito bom, fazer acordos”, completou Trump.

    Fonte: R7

  • Nicolás Maduro foi capturado e retirado do país vizinho neste sábado; reunião começou por volta das 10h30

    Reunião no Itamaraty começou por volta das 10h30 deste sábado
    Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

    Começou por volta das 10h30 da manhã deste sábado (3) uma reunião de emergência do governo brasileiro no Itamaraty, em Brasília, para discutir a invasão dos Estados Unidos à Venezuela na madrugada deste sábado (3). O presidente Nicolás Maduro foi capturado e retirado do país.

    Estão presentes no encontro o ministro da Defesa, José Múcio, e a ministra substituta do Ministério das Relações Exteriores, Maria Laura da Rocha. A secretária-executiva da Casa Civil, Miriam Belchior, também participa da reunião, que conta com outros diplomatas brasileiros.

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve participar por videoconferência, uma vez que está no Rio de Janeiro. A assessoria informou que o presidente retorna ainda hoje para Brasília. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, estava de férias e também retorna hoje a Brasília.

    Os Estados Unidos bombardearam diversos locais na capital da Venezuela, Caracas, e nos estados de Aragua, Miranda e La Guaira.

    Não se sabe sobre o paradeiro do presidente Nicolás Maduro que, segundo o presidente dos EUA, Donald Trump, foi capturado por militares norte-americano e já está fora da Venezuela.

    A vice-presidente do país, Delcy Rodrigues, pediu prova de vida de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.

    Nas redes sociais, o presidente Lula condenou o uso da força contra o país vizinho.

    “A ação lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz. A comunidade internacional, por meio da Organização das Nações Unidas, precisa responder de forma vigorosa a esse episódio. O Brasil condena essas ações e segue à disposição para promover a via do diálogo e da cooperação”, disse o presidente.

    Fonte: agência Brasil

  • O presidente dos EUA, Donald Trump, assumiu a autoria dos ataques ‘de larga escala’ e afirmou que Nicolás Maduro foi capturado

    Por: Marcus Benjamin Figueredo

    Divulgação/Gobierno de Venezuela

    Em entrevista concedida à Telesur, a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodriguez, afirmou que o paradeiro do presidente Nicolás Maduro é desconhecido e pediu uma prova de vida.

    Explosões e sobrevoos de aeronaves foram registrados em Caracas, capital da Venezuela, na madrugada deste sábado (3/1), e o presidente americano, Donald Trump, assumiu a autoria da operação ‘de larga escala’ e afirmou que Nicolás Maduro foi capturado.

    “Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque de grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado, juntamente com sua esposa, e retirado do país por via aérea”, afirmou em uma publicação em rede social.

    Imagens que circulam nas redes sociais mostram o momento dos ataques:

    O governo venezuelano declarou estado de emergência e, em uma declaração oficial, disse que os ataques aconteceram em outros três estados do país: Miranda, La Guaira e Aragua. Os três concentram as principais bases militares do país.

    “O objetivo dos ataques é tomar o controle dos recursos estratégicos da Venezuela, em particular suas reserva de petróleo e minerais”, afirmou o governo de Maduro em uma declaração, na qual também convoca a comunidade internacional a denunciar o que chamou de uma violação flagrante da lei internacional que coloca milhões de vidas em risco.

    As explosões começaram por volta das 2h do horário local (3h em Brasília). Após as explosões, parte de Caracas ficou sem energia elétrica.

    Fonte: correio brasiliense

  • Fonte: terra

    Donald Trump e Nicolas Maduro

    Dependente de remessas de óleo venezuelano, regime de Havana sente efeitos do crescente cerco dos EUA aos seus aliados em Caracas. Para especialistas, impacto está entre objetivos da Casa Branca.Enquanto os olhos estão voltados para a costa da Venezuela, as ações militares dos EUA para capturar petroleiros da “frota fantasma” de Nicolás Maduro estão provocando efeitos sobre outro país que também está na lista de adversários da Casa Branca: Cuba.

    Enfrentando há anos uma crise crônica em sua economia e setor energético, o regime de Havana agora vê suas perspectivas piorarem ainda mais, já que o país depende enormemente de remessas de petróleo enviadas pelo aliado Maduro.

    “As consequências para Cuba seriam desastrosas”, destacou, por sua vez, o economista cubano Ricardo Torres.

    Dependência energética

    As remessas começaram em 2000, com o Convênio Integral de Cooperação Cuba-Venezuela, que, sob a liderança de Fidel Castro e Hugo Chávez, ratificou a cumplicidade bilateral e um acordo para que Caracas pagasse por serviços profissionais de Havana (principalmente médicos e professores, mas também especialistas em segurança e defesa) com grandes quantidades de petróleo.

    A Venezuela acabou assim se tornando o principal fornecedor energético de Cuba, substituindo de certa forma o papel de sustentáculo econômico externo (por motivos geopolíticos) que a União Soviética teve na ilha durante grande parte da Guerra Fria.

    O volume das exportações petrolíferas venezuelanas para Cuba variou ao longo dos anos. Os dados oficiais não são públicos, mas especialistas apontam que, nos últimos dez anos, as remessas caíram progressivamente devido à queda na produção e às sanções americanas contra Caracas.

    Quando Cuba já sofria seu quinto ano de grave crise – com escassez de bens básicos, inflação elevada com decréscimo econômico, incessantes cortes elétricos, colapso da produção agrícola e industrial, deterioração notável dos serviços públicos e migração massiva – o presidente dos EUA, Donald Trump, resolveu aumentar a pressão sobre a Venezuela.

    Cerco à Venezuela e efeitos em Cuba

    O primeiro petroleiro apreendido pelos EUA na costa da Venezuela em 10 de dezembro, o Skipper, tinha como destino Cuba.

    Após a apreensão, o regime de Havana admitiu que a ação reforçou “a guerra econômica contra Cuba” e que teria “um impacto direto” na ilha.

    “A ofensiva do governo Trump contra a Venezuela, silenciosamente, quer derrubar o governo de Cuba, com a mesma prioridade ou mais” do que acabar com o ditador venezuelano, Nicolás Maduro, avalia López-Levy. Para Rubio, acrescenta, tudo é “um problema único”, o “castro-chavismo”.

    Estimativas independentes apontam que Cuba precisou este ano de 110 mil a 120 mil barris de petróleo por dia. Desses, cerca de 40 mil vieram da produção nacional da ilha; o restante deve ser buscado fora.

    A Venezuela, que chegou a fornecer até 100 mil barris por dia ao seu parceiro caribenho, enviou este ano cerca de 27 mil diários, segundo a agência Reuters.

    Para diminuir essa lacuna de até 50 mil barris diários – que em Cuba se traduz em apagões de 20 horas por dia, indústrias paralisadas e filas em postos de gasolina – surgiram outros fornecedores, mas que se provaram insuficientes. Havana, por sua vez, não possui as divisas necessárias para comprar essa diferença no mercado internacional.

    este ano caiu para menos de 3 mil, segundo dados da estatal Pemex. Torres menciona a necessidade mexicana de “cuidar da relação” com os EUA, destino de 85% de suas exportações.

    E a China?

    Neste cenário, segundo López-Levy, “a pergunta é quem financiaria as compras em outros mercados, e quem se atreveria a vender e transportar o combustível nas atuais condições de assédio americano”.

    Em sua opinião, a China – um estreito aliado político de Havana – poderia desempenhar papel-chave, concedendo créditos a Cuba ou aos seus potenciais fornecedores. “É uma decisão geopolítica, não ideológica.”

    Ele fala ainda numa “lógica de vendetta” de Rubio, mas recomenda “não subestimar a capacidade de resistência e resiliência do sistema cubano”, apesar da crise “brutal”.

    No entanto, faz uma distinção entre a sobrevivência conjuntural de Cuba sob o atual “cerco” dos EUA e a crise estrutural sofrida pelo país, algo que, em sua visão, está sem “perspectiva de solução”.

  • Proposta deve seguir para o Senado, a menos que haja recurso para votação no Plenário da Câmara

    Por: Emanuelle Brasil

    Deputada Bia Kicis, relatora do projeto de lei na CCJ
    Renato Araújo / Câmara dos Deputados

    Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que proíbe condenados pela Justiça de receberem quaisquer valores decorrentes da criação, distribuição ou comunicação ao público de obras intelectuais relacionadas ao crime praticado. Na prática, a medida impede que criminosos lucrem com a publicação de livros, a produção de filmes, séries ou entrevistas sobre seus delitos.

    Como tramitava em caráter conclusivo, o projeto deve seguir agora para o Senado, a menos que haja recurso para votação no Plenário da Câmara.

    O texto aprovado é um substitutivo da relatora, deputada Bia Kicis (PL-DF), ao  Projeto de Lei 5912/23 do deputado Altineu Côrtes (PL-RJ). A proposta original sugeria alterar o Código Penal. No entanto, a relatora optou por inserir a vedação na Lei de Direitos Autorais, argumentando que a restrição trata de um limite à exploração econômica de obra intelectual, e não apenas de um efeito da sentença penal.

    Segundo Bia Kicis, a medida é fundamental para preservar a moralidade pública. “É necessário fortalecer o arcabouço jurídico pátrio para impedir que criminosos lucrem com a exploração de seus delitos em obras intelectuais”, afirmou a relatora em seu parecer.

    Reparação às vítimas
    Pelo novo texto, caso o condenado receba qualquer pagamento por obras que narrem o crime, a vítima ou seus herdeiros terão o direito de requerer, em processo cível, a totalidade desses valores, além de indenização por danos morais. Essa cobrança poderá ser feita independentemente de outras reparações já pagas.

    Caso Richthofen
    Na justificativa do projeto original, o autor citou o lançamento dos filmes sobre o caso Richthofen (“A Menina Que Matou os Pais” e “O Menino Que Matou Meus Pais”) como exemplos de obras que geraram preocupação sobre a possibilidade de os condenados auferirem lucros com a notoriedade de atos brutais. O objetivo da lei é evitar que a venda da história para produtores ou editores se torne um negócio lucrativo para o infrator.

    Fonte: Agência Câmara de Notícias

  • Projeto ainda será analisado pelo Plenário da Câmara dos Deputados

    O presidente da CCJ da Câmara, deputado Paulo Azi (União-BA) (Bruno Spada / Câmara dos Deputados/Divulgação)

    A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira projeto de lei que aumenta a punição pelo crime de ultraje a culto e impedimento ou perturbação de atos religiosos.

    Texto enfrentou resistência dos comunistas, mas legendas de centro se uniram à oposição para a aprovação do tema.

    A proposta aprovada é a versão do relator, deputado Pr. Marco Feliciano (PL-SP), para o Projeto de Lei 1804/15, do ex-deputado Rogério Rosso (DF). Além do texto principal, o relator analisou outras 37 iniciativas que tramitam em conjunto.

    Principais mudanças
    O texto altera o Código Penal e transforma a pena atual, de detenção de um mês a um ano, em reclusão de dois a quatro anos, além de multa. Desta maneira, esse tipo de crime deixa de ser considerado de menor potencial ofensivo.

    O substitutivo também prevê que, se houver emprego de violência durante o crime, a pena será aumentada em dois terços, sem prejuízo da punição correspondente à própria violência praticada.

    Para o relator, as mudanças na lei são necessárias porque as penas atuais são “demasiado brandas”. Na justificativa do projeto original, Rogério Rosso disse que a intenção é proteger a crença religiosa e os objetos de culto dos cidadãos.

    Manifestação religiosa
    O texto altera ainda a Lei 7.716/89, que define os crimes de preconceito. A nova redação determina que não constituirá crime a manifestação de crença, sermões, pregações ou ensino religioso em eventos litúrgicos.

    Essa garantia de não criminalização se aplica inclusive às transmissões pela internet ou outros meios de comunicação. Segundo o relator, a medida visa assegurar a liberdade de consciência e de crença prevista na Constituição.

    O parecer do relator foi aprovado por 41 votos a 15. Um destaque da Federação Psol-Rede que retirava a mudança na Lei 7.716/89 acabou rejeitado por 44 a 14.

    Próximos passos
    A proposta ainda será analisada pelo Plenário. Para virar lei, a versão final tem de ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

    O relatório de Marco Feliciano inclui um parágrafo no artigo que aborda as punições àqueles que praticam, induzem ou incitam “a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.

    O novo trecho prevê que qualquer tipo de “manifestação de crença, sermões, pregações, cultos, eventos e cerimônias, ensino ou orientação religiosa que ocorram em função de atividade de caráter religioso

    e/ou litúrgico, ainda que transmitidos ou divulgados por quaisquer meios de comunicação, inclusive pela internet” ficará imune a essas punições.

    Marco Feliciano: penas atuais são “demasiado brandas”
    Fonte: Agência Câmara de Notícias

    A proposição ainda amplia a punição a quem comete o crime de ultraje a culto, vilipêndio ou impedimento de cerimônia religiosa. A pena prevista no Código Penal é de detenção de um mês a um ano, ou multa. A proposta eleva para reclusão de dois a quatro anos, além de multa.

    Em seu parecer, Feliciano argumenta que a Constituição assegura a liberdade de consciência e de crença e a proteção aos locais de culto e alega que esse direito fundamental é violado quando há zombaria pública da fé ou impedimento de cerimônias religiosas.

    Por isso, o relator defende o aumento da pena para coibir iniciativas que representem intolerância religiosa e para garantir proteção efetiva aos fiéis.

    Fonte: Agência Câmara de Notícias

  • Proposta propõe manter apenas critérios socioeconômicos

    Por Natália Pires

    deputado estadual Lucas Polese (PL)

    Um novo projeto de lei que está tramitando na Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales) pode mudar radicalmente as políticas de cotas em editais de concurso público estaduais.

    O PL 896/2025, de autoria do deputado Lucas Polese (PL), propõe a proibição da reserva de vagas baseada em raça, etnia, gênero, orientação sexual ou critérios culturais, mantendo apenas as cotas de cunho social e econômico.

    A proposta, que já foi protocolada e aguarda análise das comissões de Justiça, Direitos Humanos e Finanças da Casa, gerou um intenso debate entre especialistas em direito administrativo, gestão pública e movimentos sociais. Se aprovada, afetará diretamente milhares de candidatos que se preparam para ingressar no serviço público estadual.

    O que diz o projeto?
    O texto do deputado Lucas Polese é claro ao vedar a instituição de cotas “baseada em critérios de raça, etnia, cultura, identidade de gênero, orientação sexual ou quaisquer outros de natureza similar” na administração pública direta e indireta do estado.

    Em contrapartida, o projeto determina que só poderão ser adotadas as cotas de natureza social, que devem ser “fundamentadas em critérios objetivos de vulnerabilidade socioeconômica, especialmente renda familiar per capita, escolaridade em rede pública e demais indicadores econômicos legalmente definidos”.

    Na exposição de motivos do PL, o deputado argumenta que a proposta se alinha aos artigos 5º e 37 da Constituição Federal, que garantem a igualdade perante a lei e estabelecem o concurso público como via de acesso isonômico aos cargos públicos.

    “É preciso ressaltar que a proposta não elimina políticas públicas de inclusão, mas direciona sua aplicação a critérios sociais de natureza econômica”, afirma Polese. “Ao restringir a adoção de cotas a fatores econômicos, o projeto busca evitar distinções baseadas em raça, gênero ou cultura, que não guardam relação direta com o desempenho funcional ou com a aptidão para o exercício do cargo público”, completa.

    O PL 896/2025 agora seguirá para análise nas comissões temáticas da Ales. Especialistas antecipam que o debate será acalorado, envolvendo questões jurídicas sobre a constitucionalidade da medida, já que políticas de ações afirmativas baseadas em raça e gênero são reconhecidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) como instrumentos válidos para promover a igualdade material.

    Fonte: direção concursos

  • Tarcísio, Kassab e os comunistas.

    Governador Tarcísio de Freitas e o senador Flávio BOLSONARO

    Mas o plano era justamente esse. Isolar BOLSONARO e tirar o Tarcísio da disputa pelo governo de SP para deixar SP a mercê do Kassab, já que o vice do Tarcísio é do PSD, mesmo partido do Kassab.


    Aí voltaria o Geraldo Alkimin para disputar o governo de SP, juntamente com Haddad.
    E os candidatos seriam (Felício Hamuth – PSD) com um vice do centro. (Geraldo Alkimin – PSB), com (Haddad – PT) como vice, ou vice-versa. Ou ambos separados para depois se unirem em um eventual segundo turno.


    A direita ficaria sem candidato forte ao governo de SP. Dando SP de bandeja aos comunistas. Ou você acha que esse Felício Hamuth seria páreo contra Alkimin e Haddad com a máquina de mentira que eles operam e recursos do governo federal a disposição?


    Com Tarcísio disputando a reeleição todo esse plano é anulado.


    E agora, o Tarcísio não precisa mais do Kassab para se reeleger e nem para governar. E isso assusta muita gente.

    Hoje o Tarcísio pode escolher o vice que quiser. E não é ele que precisa mais de suporte, como na eleição passada, onde o cacique do PSD impôs o vice a ele em troca de apoio. O jogo hoje, se inverteu.

    Não duvido que o Kassab sacrificaria São Paulo por uma boquinha na Administração federal. Talvez alguns ministérios, ou quem sabe até uma vice-presidencia.

    A indicação de Flávio BOLSONARO a presidência foi cirúrgica e precisa. Agora o centro vai ter só duas opções. Ou embarcar no porta-aviões do Flávio BOLSONARO que tem total apoio do governador do maior colégio eleitoral do país e da população, ou na barca furada do atual presidente que só consegue apoio dos canalhas.

  • Jéssica Borges deu à luz a três bebês saudáveis após 28 semanas de gestação
    Por: Laura Vieira / Xataka

    Foto: Xataca

    A medicina alcançou um marco inédito neste ano: o primeiro transplante de útero realizado entre duas mulheres vivas resultou no nascimento de trigêmeos idênticos. O procedimento, que representa um avanço significativo na medicina reprodutiva, foi realizado em Jéssica Borges, de 28 anos, que nasceu sem útero. O órgão foi doado por sua irmã, em uma cirurgia que abre novas possibilidades para mulheres com infertilidade uterina congênita. O sucesso do transplante e da gestação demonstra o potencial dessa técnica para tornar possível a gravidez em casos até então considerados irreversíveis, como o de Jéssica.

    Mulher recebe o primeiro útero transplantado no mundo


    Muitas mulheres sonham em ser mães. No entanto, nem sempre esse sonho pode ser realizado, especialmente para mulheres que desejam gerar o próprio filho. Isso porque existem uma série de problemas de saúde que podem causar infertilidade, o que pode impossibilitar a fecundação e uma possível gravidez. É o caso de doenças como a endometriose e a  Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP).

    No caso de Jéssica, no entanto, o problema era ainda mais grave. Jéssica nasceu com uma condição raríssima chamada Síndrome de Rokitansky, caracterizada pela ausência do útero, impossibilitando seu sonho de engravidar. Foi por essa razão que ela decidiu passar por um transplante uterino. Mas o mais incrível nessa história toda é que Jéssica não recebeu a doação do útero de qualquer mulher, mas da sua irmã, Jaqueline.

    O procedimento foi realizado no ano passado, no dia 17 de agosto de 2024, no Hospital das Clínicas, da Faculdade de Medicina da USP, em São Paulo. Ele foi executado em parceria com uma equipe da Universidade de Gotemburgo, da Suíça, e de especialistas do hospital.  O que toda a equipe não esperava, contudo, é que Jéssica fosse engravidar de não um, mas três bebês após o transplante.

    Eles são trigêmeos, mas tem aniversários diferentes: a história dos irmãos nascidos com18 dias de diferença. Foto: xataca

    Jéssica ficou grávida de trigêmeos univitelinos idênticos após o procedimento

    Jéssica Borges recebeu o útero da sua irmã, que já havia tido dois filhos. Créditos: Fantástico/Globo

    Alguns meses depois de receber o transplante de útero da sua irmã, Jéssica não perdeu tempo e implantou um embrião formado com o material genético dela e do seu marido, Ronilson. Mas, surpreendentemente, o embrião implantado acabou se dividindo duas vezes. O resultado? Foram formados três bebês idênticos no útero implantado em Jéssica:  Heitor, Rian e Alisson.

    Como era de se esperar, a gravidez de Jéssica não foi das mais tranquilas. Além do útero transplantado que naturalmente traz um perigo significativo para a gravidez, ela ainda estava grávida de trigêmeos, considerado uma gestação de risco. Por essa razão, Jéssica acabou entrando em trabalho de parto um pouco antes do previsto, no dia 20 de agosto de agosto, na 28° semana de gestação – literalmente 1 ano e 3 dias depois do transplante. Vale dizer que o normal é que o trabalho de parto ocorra entre 39 e 42 semanas, quando o bebê já está totalmente formado. Por terem nascido antes do tempo, os três bebês precisaram ficar algumas semanas na UTI neonatal, mas todos se desenvolveram muito bem, estão saudáveis e já foram liberados para casa.

    A equipe médica envolvida no transplante  acredita que o sucesso da cirurgia traz esperança para mulheres que sempre quiseram gerar os próprios filhos, mas enfrentam algum tipo de infertilidade.

    Fonte: terra