Bruno Cesar, criou IA ante corrupção.

Programador brasileiro cria IA que rastreia redes de corrupção ao cruzar CPF de políticos com dados públicos.

Enquanto bilhões em orçamento público são gastos em auditorias lentas e processos que raramente chegam ao fim, um jovem desenvolvedor brasileiro, Bruno César, passou noites conectando bases abertas do próprio governo em um único mapa de relações.

Receita Federal, Portal da Transparência, RAIS, TSE e Compras do gov foram cruzados por inteligência artificial em um servidor doméstico de 128 GB de RAM. O objetivo era simples e direto: descobrir o que ninguém havia conectado antes.

Os primeiros resultados assustaram. Em um único político analisado, a ferramenta encontrou cerca de R$ 89 milhões em possíveis irregularidades, incluindo R$ 47 milhões em emendas direcionadas a uma prefeitura aliada, onde a maioria dos contratos aparecia ligada a empresas da própria família.

Surgiram também 34 servidores com duplo vínculo entre setor público e empresas privadas e registros de escola fantasma recebendo verba — tudo baseado apenas em dados oficiais, públicos, disponíveis há anos, mas nunca cruzados de forma sistemática.

O projeto ainda passa por revisão jurídica e pode virar plataforma aberta para jornalistas e órgãos de controle. Mas a história já levanta uma pergunta incômoda: se um programador sozinho conseguiu mapear relações suspeitas em dias, por que estruturas inteiras do Estado não fizeram o mesmo antes?

A resposta, quando vier, pode dizer muito sobre como a tecnologia está mudando o equilíbrio entre poder público, transparência e fiscalização no Brasil.

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