Coalizão acontece na esteira da Cúpula do “Escudo das Américas”

Foto: EFE/Presidência da República Dominicana
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, oficializou neste sábado (7) a criação de uma coalizão com 17 países destinada a combater e destruir cartéis e organizações terroristas que atuam no Hemisfério Ocidental. A “proclamação”, assinada por Trump e publicada no site da Casa Branca, diz que sua administração classificou vários cartéis e gangues transnacionais como organizações terroristas e está destinando grandes recursos para combatê-los.
O evento teve a presença de presidentes e representantes de países latino-americanos como Javier Milei, da Argentina, José Antonio Kast, do Chile, e Nayib Bukele, de El Salvador, dentre outros. O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não participou do evento, bem como autoridades da Colômbia e do México.
Trump afirmou que os cartéis controlam territórios, influenciam sistemas políticos e judiciais, possuem armas e utilizam violência e terrorismo para alcançar seus objetivos. O anúncio da coalizão acontece na esteira da Cúpula do “Escudo das Américas, realizada neste sábado (7) na Flórida.
Segundo Trump, cartéis e organizações criminosas estrangeiras no Hemisfério Ocidental devem ser desmantelados na maior extensão possível e que os Estados Unidos e seus aliados precisam coordenar esforços para privar essas organizações de qualquer controle territorial, além de minar seu acesso a financiamento e recursos necessários para conduzir suas campanhas de violência.
No documento, ele afirma também que os Estados Unidos treinarão e mobilizarão as forças armadas dos países parceiros para alcançar a força de combate mais eficaz necessária para desmantelar os cartéis e sua capacidade de exportar violência e exercer influência por meio de intimidação organizada.
Fonte: pleno News
Nota da redação
O Brasil (maior economia da região) ficou de fora por divergências geopolíticas, incluindo posições em relação ao BRICS e à China.
Ao ficar de fora do Escudo das Américas o Brasil pode enfrentar várias perdas ou desvantagens potenciais, tanto imediatas quanto de médio/longo prazo.
Principais impactos negativos que analistas, mídia e fontes diplomáticas destacam para o Brasil:
• Isolamento em coordenação de segurança e inteligência contra crime organizado.
• Menor influência geopolítica na região.
• Perda de oportunidades em cooperação contra influência chinesa.
• Impactos econômicos e comerciais indiretos.
• Risco de polarização continental e imagem internacional negativa.
No geral, analistas veem a ausência como um custo diplomático e estratégico significativo para o Brasil no curto prazo, especialmente em um momento de alta tensão no crime organizado transnacional e na disputa por influência no hemisfério. Se o bloco ganhar tração (e parece que está), o isolamento pode se tornar mais custoso com o tempo.
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