• Distorções descobertas em auditoria da CGU são referentes ao exercício contábil do ano passado

    Fonte: Jornal A Voz da Serra/portal Metropoles

    (Foto: Marcos Oliveira / Agência Senado

    Uma auditoria realizada pela Controladoria Geral da União (CGU) identificou distorções contábeis que somam R$ 4,3 bilhões nas demonstrações do Ministério da Educação (MEC) referentes ao exercício de 2024. Segundo o documento obtido pelo portal Metropoles, uma das principais divergências está na diferença de R$ 3,3 bilhões entre a conta de bens móveis registrada no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) e os controles patrimoniais internos das universidades e institutos vinculados.

    De acordo com o documento, “os valores registrados nos sistemas próprios de 53 entidades avaliadas são inferiores aos informados no Siafi, demonstrando uma superavaliação do ativo do MEC”. Além disso, a CGU apontou falhas na apuração da depreciação de bens móveis, estimando distorção adicional de R$ 1 bilhão. O relatório afirma que as diferenças “ocasionam reflexo no balanço patrimonial, limitando a transparência pública e o uso dos demonstrativos contábeis acerca da situação patrimonial”.

    Outro ponto destacado é o crescimento expressivo das provisões de longo prazo, que saltaram de R$ 1,2 bilhão para R$ 109 bilhões em um ano. Segundo a auditoria, a nota explicativa sobre as provisões “não atende aos requisitos da Estrutura de Relatório Financeiro exigidas pela legislação”, deixando de informar valores usados, reversões e prazos para a saída de recursos.

    O documento também chama a atenção para as pendências na gestão dos Termos de Execução Descentralizada (TEDs). Até janeiro de 2025, havia 2.190 TEDs com prestação de contas pendentes, equivalentes a R$ 3,8 bilhões. “A priorização nas análises das prestações de contas necessita ser implementada e/ou continuada”, diz o relatório. O levantamento recomenda ajustes nos registros contábeis, melhorias na gestão patrimonial, correções na divulgação de provisões e avanços no controle de recursos transferidos por TED. O documento foi encaminhado ao Tribunal de Contas da União (TCU) para julgamento das contas dos gestores responsáveis.


    Identificado rombo de R$ 4,3 bilhões no Ministério da Educação
    Distorções descobertas em auditoria da CGU são referentes ao exercício contábil do ano passado.

    Fies sob risco

    A auditoria alerta ainda para riscos no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Para a CGU, o modelo atual de execução das honras do Fundo Garantidor pode comprometer a concessão de novas garantias, principalmente com a previsão de pagamento vinculado à renda ainda sem implementação. O relatório ressalta que o limite de alavancagem do FG-Fies “já foi atingido” e que a alta inadimplência pode afetar a sustentabilidade do programa.

    O que diz o MEC

    Através de nota enviada ao Metropoles, o Ministério da Educação informou que o processo de aprimoramento avançou no último exercício, apesar de desafios práticos, já que a implementação de ações não depende exclusivamente da administração direta, mas também da rede federal — que inclui universidades e institutos federais, instituições com autonomia administrativa e financeira. Segundo o MEC, “houve a reavaliação de 718 imóveis durante o ano passado, reduzindo pendências”.

    O órgão também destacou que “essas melhorias foram apontadas pela CGU no relatório: ‘foi constatado que houve um avanço significativo na regularização dos registros de bens imóveis e TED’”. Além disso, o ministério informou ter havido “a correção de R$ 18,2 bilhões em superavaliação nos demonstrativos referentes a precatórios pagos”.

  • Itamaraty não informou os motivos para a saída da organização, criada na década de 1990 para combater o antissemitismo

    Por: Janio Silva Fonte: metrópoles

    Nesta quinta-feira (24/07/25), o Ministério das Relações Exteriores de Israel disse que o governo Lula (PT) retirou o Brasil da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA). Desde 2021, o país latino-americano atuava na aliança como membro observador.

    A saída foi relatada pela chancelaria israelense durante uma crítica contra a gestão Lula por conta do apoio dado à ação judicial da África do Sul, que acusa Israel de genocídio na Faixa de Gaza.

    A IHRA foi criada na década de 90 para combater o antissemitismo. E o governo brasileiro ainda não fez um anúncio oficial sobre a saída da aliança.

    Fontes que têm ligação com a diplomacia de Israel em Brasilia falaram com o Metrópoles, de onde são as informações, sobre o processo de saída do Brasil.

    Sob condição de anonimato, funcionários com conhecimento sobre o assunto alegam que o Itamaraty não informou os motivos para a saída – relatou o portal.

    Desde que o petista voltou a comandar o Brasil, a relação com Israel passou a ter momentos de tensão em função de ataques de Lula à atuação do governo israelense em Gaza.

    Conib aponta antissemitismo na fala de Lula

    A Confederação Israelita do Brasil (Conib) criticou duramente no domingo (01/06/25) as declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o conflito entre Israel e o Hamas na Faixa de Gaza. Em comunicado, a entidade acusou Lula de “promover o antissemitismo entre seus apoiadores” e de “deturpar a realidade para atacar e vilipendiar o Estado judeu”.

    Essa decisão do presidente Lula é uma ação antisemitica. Crime de racismo, inafiancável praticada pelos agentes públicos, inclusive do Itamarati. A webpage da organização mostra quais são as ações que constituem atos antisemitas, que não podem ser confundidos com críticas contra o estado de Israel, como deixado muito claro no próprio website. Portanto ao retirar o Brasil da organização não estamos praticando uma ação contra o estado de Israel mas sim discordando das definições do antisemitismo contra os judeus como pessoa humana. Se o estado brasileiro discorda destas definições a ponto de abandonar o órgão significa que discorda das definições do antisemitismo listadas, portanto é uma ação claramente de ódio aos judeus, não há outra interpretação possível.

  • A Polícia Civil do Rio Grande do Sul divulgou, nesta semana, o resultado da investigação do assassinato da petista Elisane Rodrigues dos Santos

    Da redação:

    Elisane Rodrigues tinha 49 anos e estava em seu primeiro mandato (PT/Divulgação)

    A Polícia Civil do Rio Grande do Sul divulgou, nesta semana, o resultado do inquérito que investigava a morte da vereadora do PT em Formigueiro, Elisane Rodrigues dos Santos, assassinada com pelo meno dez facadas, no mês passado.

    Segundo os investigadores, o filho da vítima revelou, em depoimento, que a parlamentar petista teria envolvimento com o tráfico de drogas, atuando como uma espécie de tesoureira de uma facção criminosa. A morte teria sido motivada por uma dívida com os bandidos.

    Ainda segundo a investigação, a petista tinha, em contas bancárias, cerca de 500.000 reais. O filho dela também estaria envolvido com o tráfico de drogas.

    O delegado Antônio Firmino de Freitas Neto, responsável pela investigação, conta que “a morte teria sido uma ordem de um chefe de um grupo criminoso que atua na região”.

    dívida do filho com o tráfico de drogas poderia ter motivado crime, diz polícia

    A Polícia Civil diz que uma dívida do filho da vereadora Elisane Rodrigues do Santos (PT) com o tráfico de drogas poderia ter motivado o assassinato dela em Formigueiro, na Região Central do Rio Grande do Sul.

    O que se sabe sobre a morte da vereadora

    A parlamentar foi encontrada morta com múltiplos golpes de faca na manhã da terça-feira 17. A suspeita é a de que o crime tenha ocorrido pouco depois de sua participação em uma sessão na Câmara Municipal na noite da segunda-feira 16.

    O corpo de Elisane estava caído ao lado de seu carro em uma estrada de terra no interior do município com diversos golpes de faca na região do tronco e com um corte profundo no pescoço. Não há câmeras de monitoramento no local.

    A crença dos policiais é a de que as agressões contra a parlamentar tenham começado ainda dentro do veículo, que apresentava manchas de sangue no para-brisas e no banco.

    Pela dinâmica, os policiais também suspeitam que uma ou mais pessoas que conheciam a parlamentar a tenham atraído para o local e cometido o crime.

    O corpo foi encaminhado para Santa Maria, onde passou por perícia.

    O inquérito foi concluído pela polícia gaúcha e remetido ao Judiciário. O mandante do crime ainda não foi preso e, segundo os investigadores, está descartada qualquer motivação política ou sexual para o assassinato.







  • Crédito: Divulgação / Assaí Atacadista

      Mais uma unidade do Assaí Atacadista será aberta em Itaquaquecetuba (SP), sendo a segunda da cidade. A loja ainda está em construção e tem previsão de inauguração para o fim deste ano. O empreendimento faz parte do plano de expansão do grupo em 2025 e deve gerar cerca de 600 empregos diretos e indiretos. A unidade contará com 10,7 mil metros quadrados de área construída, sendo 5,4 mil destinados a vendas, além de um amplo estacionamento. A loja fará parte da nova geração de unidades da rede, com ambiente climatizado, corredores largos e espaçosos, além de variedade de produtos e serviços, como padaria, açougue e empório de frios. o Assaí soma 302 operações.

    Atualmente em fase de obras, a nova unidade está localizada na Avenida Industrial, no bairro Parque São Pedro.

    Como parte desse processo, estão abertas 311 vagas de emprego para contratação imediata e compor o time da nova unidade. As oportunidades abrangem diferentes áreas operacionais e de liderança, com destaque para os cargos de: Chefe de Seção, Fiscal de Prevenção de Perdas, Repositor de Mercadorias, Operador de Caixa, Operador de Empilhadeira, Açougueiro, Auxiliar de Açougue, Auxiliar de Depósito, Vendedor de Cartão e Padeiro. O processo seletivo também contempla vagas afirmativas para Profissionais com Deficiência. Os(as) interessados(as) podem se inscrever até o dia 15 de outubro, pelo site: expansaoassaiitaquaquecetuba.gupy.io.

    A primeira unidade do Assaí na cidade foi inaugurada em 2013, na Rodovia João Afonso de Souza Castellano, 3810, na Vila Ursulina, e segue em operação, atendendo milhares de clientes diariamente. A abertura da nova loja reforça o compromisso da companhia com o município, onde a rede já possui uma relação consolidada com a população local.

    As informações são da Gazeta Regional.

  • Ideia é definir um mínimo de representatividade para que legendas acionem a corte; texto deve ser levado a líderes na semana que vem

    O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), trabalha em uma proposta para restringir ações no STF

    O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), vai apresentar uma proposta para limitar os partidos políticos que podem judicializar decisões do Congresso. A previsão é de que o texto seja levado a líderes partidários na semana que vem.

    Conforme apurou o R7, a proposta deve estabelecer um mínimo de representatividade partidária para a apresentação de ações ao STF (Supremo Tribunal Federal).

    A ideia é definir critérios para impedir que partidos com poucos parlamentares possam questionar decisões que tenham sido aprovadas por deputados e senadores.

    Durante sessão no plenário do Senado na última quarta-feira (2), Alcolumbre destacou que seria necessário fazer essa adequação. Ele avaliou que o número de ações apresentadas à corte tem sido um problema.

    “Todo mundo pode acessar o Supremo e, depois, ficam as críticas aqui em relação ao Poder Judiciário. Hoje está muito aberto isso. Todo mundo pode acionar em relação a uma legislação votada pelo parlamento”, declarou.

    A proposta vem em meio ao embate pela judicialização do decreto do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), que foi derrubado pelo Congresso.

    A primeira ação apresentada ao STF para manter o decreto do governo foi de um partido político, o PSOL.

    Mais cedo nesta quinta, o ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), saiu em defesa de mudanças legislativas para aumentar critérios de judicialização.

    Segundo o político, as adequações devem ser voltadas para que decisões com “placares expressivos” não sejam contestadas por “minorias insatisfeitas”.

    Na Câmara, um movimento foi iniciado pelo líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), que coleta assinaturas para uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que limita as ações de partidos políticos junto ao STF.

    Fonte: R7 Brasília

  • O Congresso, com um Projeto de Decreto Legislativo (PDL), sustou nesta semana as mudanças no IOF feitas pela União

    Imagem do Google

    A bancada do PSOL na Câmara vai se “antecipar” ao governo federal e ingressar com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) contra a derrubada do aumento no Imposto de Operações Financeiras (IOF).

    O Congresso, com um Projeto de Decreto Legislativo (PDL), sustou nesta semana as mudanças no IOF feitas pela União por meio de decreto. O partido deve argumentar que tanto Câmara quanto Senado usurparam prerrogativa do Poder Executivo e que a proposta infringiu o artigo 49 da Constituição Federal.

    “O PSOL entrará hoje com ação no STF para reverter a derrubada inconstitucional do Decreto do IOF”, anunciou o comunista Guilherme Boulos por meio das redes sociais.

    Além disso, após aval do Palácio do Planalto, os comunistas do PSOL pretendem realizar várias manifestações no país contra a derrubada do IOF petista. “A Frente Povo Sem Medo decidiu convocar mobilização de rua contra o boicote da direita no Congresso a Lula e ao povo. Data e local serão anunciados”, acrescentou o comunista Boulos.


    Na prática, o PSOL se antecipou ao Palácio do Planalto que estudava ingressar com uma ação para derrubar a decisão da Câmara. A estratégia, porém, é vista como temerária por parte da base governista que viu na judicialização a intensificação da crise entre Executivo e Congresso Nacional.

    Judicializar decisão sobre IOF seria “movimento perigoso”, diz Marcos Pereira

    Segundo o presidente do Republicanos, sigla de Hugo Motta, “o governo tenta transformar um fracasso político em questão

    Deputado Marcos Pereira (SP) | Foto: Douglas Gomes / PRB Liderança

    O presidente nacional do Republicanos, deputado federal Marcos Pereira (SP), criticou nesta quinta-feira, 26, uma eventual ida do governo ao Supremo Tribunal Federal (STF) para reverter a decisão do Congresso. O Republicanos é o partido do presidente da Câmara, Hugo Motta (PB).

    “Haddad cogita acionar o STF para reverter a derrubada do aumento do IOF. Além de ignorar a vontade do Congresso, o governo tenta transformar um fracasso político em questão judicial. Um movimento perigoso que desrespeita a democracia e esvazia o papel do Legislativo“, escreveu Pereira no X (antigo Twitter).

    Essa possibilidade começou a ser ventilada já na noite de quarta-feira, após a derrota do governo nas votações tanto na Câmara quanto no Senado. Ela ganhou força na manhã desta quinta quando o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, citou publicamente essa solução em entrevista para a Folha de S. Paulo.

    Prerrogativas é a favor da judicialização do IOF

    Medida foi citada publicamente por Fernando Haddad, que é ligado ao grupo de advogados comunistas e anti-Lava Jato.

    Enquanto o governo Lula (PT) avaliava judicializar a decisão do Congresso sobre o IOF, o coordenador comunista do Prerrogativas, Marco Aurélio de Carvalho (na foto com Fernando Haddad), um articulador de confiança do comunista do PT, mostrava-se a favor da medida.

    “O que ocorreu nesta semana foi um procedimento que não era visto há 35 anos. Houve invasão das atribuições constitucionais do governo sobre matéria tributária. É um precedente gravíssimo que pode levar a um choque entre os Poderes”, disse.

    O coordenador do Prerrogativas chamou a derrubada dos decretos editados em maio e junho para elevar o Imposto sobre Operações Financeiras de “tapa na cara” da sociedade.

    Perrogativas e o governo Lula

    O Prerrogativas, grupo formado por cerca de 250 advogados comunistas e anti-Lava Jato, tem ocupado cada vez mais espaço no governo Lula.

    Um novo levantamento realizado por O Estado de S.Paulo em agosto de 2024 mostrou que o grupo liderado por Marco Aurélio de Carvalho tem pelo menos 15 nomes ligados ao alto escalão nos Poderes Executivo e Judiciário.

    Na Esplanada dos Ministérios, o grupo tem ligações com os ministros Jorge Messias, da Advocacia-Geral da União, e Fernando Haddad, da Fazenda.

    A judicialização do IOF

    Foi Haddad que mencionou primeiro a possibilidade de judicializar a derrubada do aumento do IOF, na quinta-feira, 26, em entrevista para a Folha de S.Paulo.

    “Vamos ver agora qual vai ser a decisão do presidente, que pode ser de questionar a decisão do Congresso. Tem três possibilidades. Uma é buscar novas fontes de receita, o que pode ter a ver com dividendos, com a questão do petróleo, tem várias coisas que podem ser exploradas.

    A segunda, é cortar mais. Além dos 30 [bilhões de reais contingenciados], mais 12 [bilhões de reais]. Vai pesar para todo mundo. Vai faltar recurso para a saúde, para a educação, para o Minha Casa, Minha Vida. Não sei se o Congresso quer isso.

    E a terceira é questionar a decisão que, na opinião dos juristas do governo, que tiveram muitas vitórias nos tribunais, é flagrantemente inconstitucional.

    Mas a declaração do deputado Marcos Pereira foi um banho de água fria nos planos governistas.

    O governo acuado e querendo evitar mais desgaste com o congresso acionou seu aliado mais barulhento, o PSOL. Que vai fazer o trabalho sujo para salvaguardar Lula e seus ministros.

    A aprovação do projeto pelo Congresso foi a maior derrota do governo Lula no Legislativo neste ano, até o momento.

    Na Câmara, o PDL foi aprovado com 383 votos a favor e 98 contrários. Já no Senado, a votação foi simbólica, em que não há registro individual de votos.

    O líder da minoria no Senado, Ciro Nogueira (PP-PI), por sua vez, defendeu a derrubada. “Eu acho que essa votação de hoje não é contra o governo, é a favor da sociedade brasileira. Que vive hoje numa aflição de ter a cada 37 dias um aumento de impostos no nosso país. E temos uma carga tributária de um país de primeiro mundo com serviços de segundo, terceiro mundo“, declarou.

    Fonte: O antagonista

  • Créditos: Reprodução

    Um trauma contundente, resultando em danos a órgãos internos e hemorragia, foi a causa da morte de Juliana Marins, a alpinista brasileira que escorregou e caiu enquanto escalava o Monte Rinjani, o segundo vulcão mais alto da Indonésia, segundo autópsia divulgada nesta sexta-feira (27) por autoridades na Indonésia.

    “Encontramos arranhões e escoriações, bem como fraturas no tórax, ombro, coluna e coxa. Essas fraturas ósseas causaram danos a órgãos internos e sangramento”, disse o especialista forense Ida Bagus Alit à imprensa.

    “A vítima sofreu ferimentos devido à violência e fraturas em diversas partes do corpo. A principal causa de morte foram ferimentos na caixa torácica e nas costas”, disse o médico.

    O corpo da jovem chegou ao Hospital Bali Mandara, em Bali, por volta das 11h35 (horário de Brasília) da quinta-feira (26) para autópsia. Foi levado do Hospital Bhayangkara, na província onde o vulcão está localizado, de ambulância, já que não há peritos na província.

    A autópsia foi realizada na noite de quinta-feira. Alit também afirmou que não havia evidências que sugerissem que a morte tivesse ocorrido muito tempo após os ferimentos.

    “Por exemplo, havia um ferimento na cabeça, mas nenhum sinal de hérnia cerebral. A hérnia cerebral geralmente ocorre de várias horas a vários dias após o trauma. Da mesma forma, no tórax e no abdômen, houve sangramento significativo, mas nenhum órgão apresentou sinais de retração que indicassem sangramento lento. Isso sugere que a morte ocorreu logo após os ferimentos”, explicou.

    A partir dos resultados da autópsia, ele estima que a morte de Juliana ocorreu em torno de 20 minutos após ela sofrer os ferimentos.

    Mas observou que é difícil determinar a hora exata da morte devido a vários fatores, incluindo a transferência do corpo da Ilha de Lombok, onde se localiza o Monte Rinjani, para Bali dentro de um freezer — uma viagem que levou várias horas.

    “No entanto, com base em sinais observáveis, estima-se que a morte tenha ocorrido logo após os ferimentos”, disse ele.

    Ele acrescentou que não havia sinais de hipotermia, pois não havia ferimentos tipicamente associados à condição, como lesões nas pontas dos dedos.

    Juliana Marins caiu no sábado (21) e seu corpo foi recuperado na quarta-feira (25), após os esforços de busca e resgate terem sido prejudicados pelo mau tempo e pelo terreno acidentado.

    Usuários de redes sociais brasileiros criticaram a operação de busca e resgate por serem muito lentas, enquanto a família de Juliana declarou nas redes que sua morte foi resultado de negligência e que planejam entrar com uma ação judicial.

    Com informações de O Globo

  • Marcelo Casal Jr/agência Brasil

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vetou, nesta sexta-feira (27) a exigência da realização de exame toxicológico para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) nas categorias A (motos) e B (carros de passeio).

    O veto foi publicado na edição desta sexta-feira (27) do “Diário Oficial da União”.

    A exigência do exame foi incluída por parlamentares dentro de um projeto aprovado no Congresso que destina recursos arrecadados com multas de trânsito para custear a CNH de pessoas de baixa renda, inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).

    O projeto foi sancionado por Lula com a previsão de utilizar as multas, também, para custear CNH de pessoas de baixa renda. Porém, o presidente vetou o trecho que trata do exame toxicológico.

    O veto terá de ser analisado pelo Congresso Nacional, que poderá manter ou derrubar a decisão. Caso o veto caia, o exame será obrigatório.

    Ao justificar o veto, Lula informou que a exigência “contraria o interesse público, pois importaria em aumento de custos para a sociedade e poderia influenciar que mais pessoas optassem por dirigir sem a devida habilitação, o que comprometeria, por consequência, a segurança viária”.

    Lula seguiu a orientação dos ministérios dos Transportes, Saúde, Justiça e Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC). A exigência do exame, cujo resultado deveria ser negativo, era uma das etapas de obtenção da permissão para dirigir: a primeira habilitação.

    O trecho vetado alterava o artigo 148-A do Código de Trânsito Brasileiro, que já determina a obrigatoriedade de resultado negativo no exame toxicológico para que um condutor consiga a habilitação nas categorias C, D e E (transporte de cargas e passageiros).

    Fonte: agencia Brasil, com informações de g1

  • Segundo o republicano, três instalações nucleares no Irã sofreram um ataque “muito bem sucedido” neste sábado, 21

    Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, confirmou que o país atacou o Irã neste sábado, 21. Com a ofensiva, a potência norte-americana entra no meio da guerra entre Irã e Israel.

    O republicano afirmou que foi um ataque “muito bem-sucedido” e que, no momento, todos os aviões norte-americanos já estão fora do espaço aéreo iraniano. O anúncio foi feito em publicação no perfil de Trump na rede social Truth Social, às 20h50 [horário de Brasília].

    Conforme Trump descreveu, foram três locais atingidos nesta noite, sendo dois os principais centros de enriquecimento de urânio do Irã. No caso, a instalação subterrânea de Fordow e a usina de enriquecimento maior em Natanz, que foi atacada por Israel há alguns dias. 

    Já o terceiro local fica perto da cidade antiga de Isfahan. Acredita-se que o Irã guarda seu urânio enriquecido próximo ao grau de bomba nesse local.

    “Todos os aviões estão em segurança a caminho de casa. Parabéns aos nossos grandes guerreiros americanos. Não há outro exército no mundo que pudesse ter feito isso. Agora é a hora da paz! Obrigado pela atenção a este assunto”, disse o republicano.

    Donald Trump, presidente dos Estados Unidos
    Foto: Demetrius Freeman/The Washington Post via Getty Images

    Trump afirmou que fará um discurso à nação sobre a operação militar em questão às 22 horas, no horário local [23h no horário de Brasília]. 

    “Este é um momento histórico para os Estados Unidos da América, Israel e o mundo. O Irã deve agora concordar em acabar com esta guerra”, complementou Trump.

    Campanha prolongada
    Na sexta-feira, 20, o chefe das forças armadas de Israel, Eyal Zamir, havia alertado que o país se prepara para uma “campanha prolongada” contra o Irã, em ofensiva que se prolonga pela segunda semana. 

    “Embarcamos na campanha mais complexa de nossa história para eliminar uma ameaça de tal magnitude, contra um inimigo como esse. Devemos estar prontos para uma campanha prolongada”, disse Zamir em uma declaração em vídeo.

    Ainda na sexta, do outro lado, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que estava disposto a “considerar” um retorno à diplomacia apenas se Israel interrompesse seus ataques. A declaração foi dada após reunião com líderes europeus. 

    Trump tinha questionado a eficácia das ações dos europeus. “É improvável que os europeus consigam ajudar a acabar com a guerra entre Irã e Israel”, afirmou o republicano à imprensa. Além disso, ele pontuou ser “difícil” pedir aos israelenses que interrompam os ataques.

    Segundo Trump, mesmo que sem apresentar provas concretas, o Irã estava “a semanas ou meses de conseguir uma bomba atômica”. Na ocasião, o político garantiu que o envio de tropas terrestres ao Oriente Médio era a sua última opção.

    Fonte: Terra/Estadão Conteúdo

  • Segundo trabalho, a maior parte dos internados com esses distúrbios são jovens sem histórico de doenças cardiovasculares

    Usar maconha dobra o risco de morrer por doenças cardíacas, segundo uma nova análise de dados médicos combinados envolvendo 200 milhões de pessoas, em sua maioria entre 19 e 59 anos. É o que aponta estudo publicado na terça-feira (17) no periódico Heart.

    “O que chamou particularmente a atenção foi que os pacientes internados com esses distúrbios eram jovens (e, portanto, pouco propensos a apresentar essas características clínicas devido ao tabagismo) e sem histórico de doenças cardiovasculares ou fatores de risco cardiovascular”, afirma a autora sênior Émilie Jouanjus, professora associada de farmacologia da Universidade de Toulouse, na França, em um e-mail.

    Em comparação com os não usuários, aqueles que usaram cannabis também apresentaram um risco 29% maior de infarto e 20% maior de acidente vascular cerebral (AVC), segundo o estudo.

    “Este é um dos maiores estudos até hoje sobre a conexão entre maconha e doenças cardíacas, e levanta sérias questões sobre a suposição de que a cannabis impõe pouco risco cardiovascular”, afirma a pediatra Lynn Silver, professora clínica de epidemiologia e bioestatística da Universidade da Califórnia, em São Francisco.

    “Entender isso corretamente é extremamente importante porque as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte tanto nos Estados Unidos quanto no mundo todo”, diz Silver, que também é consultora sênior do Public Health Institute, uma organização sem fins lucrativos que analisa políticas e legalização da maconha.

    Silver é coautora de um editorial publicado junto com o artigo que pede uma mudança na forma como a cannabis é vista por profissionais de saúde, órgãos reguladores e pelo público em geral.

    “Os clínicos precisam investigar o uso de cannabis e educar os pacientes sobre seus malefícios, da mesma forma que fazemos com o tabaco, porque em alguns grupos populacionais ela está sendo usada mais amplamente do que o tabaco”, afirma. “Nosso sistema regulatório, que tem se concentrado quase inteiramente em criar infraestrutura legal e licenciar empresas legais com fins lucrativos (de cannabis), precisa focar muito mais fortemente em alertas de saúde que eduquem as pessoas sobre os riscos reais.”

    Os perigos da fumaça (e talvez dos comestíveis)

    A nova revisão sistemática e meta-análise analisou informações médicas de grandes estudos observacionais conduzidos na Austrália, Egito, Canadá, França, Suécia e EUA entre 2016 e 2023.

    Esses estudos não perguntaram às pessoas como usavam cannabis — por exemplo, fumando, vaporizando, dabando, comendo, usando tinturas ou produtos tópicos. (Dabbing envolve vaporizar cannabis concentrada e inalar o vapor.) No entanto, “com base em dados epidemiológicos, é provável que a cannabis tenha sido fumada na grande maioria dos casos”, afirma Jouanjus.

    Fumar tabaco é uma causa bem conhecida de doenças cardíacas — tanto a fumaça quanto os produtos químicos do tabaco danificam os vasos sanguíneos e aumentam a coagulação, segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC).


    Portanto, não é surpresa que fumar, vaporizar ou dabejar cannabis possa ter os mesmos efeitos, segundo Silver: “Qualquer uma das várias formas de inalar cannabis traz riscos ao usuário, e também há riscos da fumaça passiva, semelhantes aos do tabaco.”

    A noção de que fumar cannabis é menos nocivo por ser “natural” está simplesmente errada, diz à CNN Beth Cohen, professora de medicina da Universidade da Califórnia, em São Francisco.


    “Quando você queima algo, seja tabaco ou cannabis, isso cria compostos tóxicos, carcinógenos e material particulado que são prejudiciais à saúde”, afirma Cohen em um e-mail.


    No entanto, os comestíveis também podem desempenhar um papel nas doenças cardíacas, segundo um estudo de maio de 2025.


    Pessoas que consumiram comestíveis com tetraidrocanabinol, ou THC, apresentaram sinais de doenças cardiovasculares iniciais semelhantes aos de fumantes de tabaco.


    Descobrimos que a função vascular foi reduzida em 42% nos fumantes de maconha e em 56% nos usuários de comestíveis com THC, em comparação com os não usuários”, afirma à CNN em uma entrevista anterior Leila Mohammadi, pesquisadora assistente em cardiologia da Universidade da Califórnia, em São Francisco.

    O perigo da maconha de alta potência


    Nenhum dos estudos incluídos na nova meta-análise perguntou aos usuários sobre a potência do THC nos produtos consumidos. Mesmo que tivessem perguntado, essa informação rapidamente se tornaria obsoleta, segundo Silver.


    “O mercado de cannabis é um alvo móvel. Está ficando mais potente a cada dia”, afirma.


    O que está sendo vendido hoje para as pessoas na Califórnia é de 5 a 10 vezes mais forte do que era nos anos 1970. Os concentrados podem ter 99% de THC puro. Os vaporizadores têm mais de 80% de THC.

    “Uma variedade de canabinoides extraídos quimicamente pode ser quase THC puro, e todos eles têm efeitos muito diferentes nas pessoas do que fumar um baseado nos anos 1970.”

    A maconha de maior potência está contribuindo para uma série de problemas, incluindo um aumento da dependência — um estudo de julho de 2022 descobriu que o consumo de maconha de alta potência estava ligado a um risco quatro vezes maior de dependência.

    Nos Estados Unidos, cerca de 3 em cada 10 pessoas que usam maconha têm transtorno por uso de cannabis, o termo médico para dependência de maconha, segundo o CDC.

    “Sabemos que a cannabis mais potente torna as pessoas mais propensas a se tornarem dependentes”, diz Silver. “Sabemos que a cannabis mais potente torna as pessoas mais propensas a desenvolver psicose, a ver e ouvir coisas que não existem, ou esquizofrenia. Usuários habituais também podem sofrer de vômito incontrolável.”

    O aumento da potência é uma das razões pelas quais o estudo atual pode não ter captado toda a extensão do risco da maconha para doenças cardíacas, de acordo com Jouanjus: “Tememos que a associação possa ser ainda mais forte do que a relatada.”

    Enquanto a ciência continua a estudar os riscos, especialistas dizem que é hora de pensar duas vezes sobre os possíveis malefícios do uso de cannabis — especialmente se houver preocupação com doenças cardíacas.

    “Se eu fosse uma pessoa de 60 anos com algum risco de doença cardíaca, eu teria muita cautela ao usar cannabis”, afirma Silver. “Já vi pessoas mais velhas usando cannabis para dor ou para dormir, algumas das quais com risco cardiovascular significativo, ou que já tiveram derrames, infartos ou angina — e elas não têm consciência de que isso pode estar aumentando ainda mais seu risco.”

    Fonte: aliados Brasil