• Matéria de Arlete Caetano Santana

    Na manhã do dia 7 de maio de 2025, o presidente venezuelano Nicolás Maduro desembarcava em Moscou para participar das comemorações do Dia da Vitória, ao lado de líderes como Vladimir Putin e Luiz Inácio Lula da Silva. O cenário parecia ser mais uma reafirmação simbólica dos laços entre regimes de esquerda e autoritários. O que ninguém imaginava era que, a milhares de quilômetros dali, uma operação silenciosa e altamente coordenada estava em curso em Caracas: os Estados Unidos, liderados pelo secretário de Estado Marco Rubio, estavam prestes a realizar um dos mais ousados movimentos diplomáticos do ano.
    Cinco opositores venezuelanos — Magalli Meda, Claudia Macero, Omar González Moreno, Pedro Urruchurtu e Humberto Villalobos — haviam buscado asilo na embaixada da Argentina na Venezuela desde março de 2024, quando mandados de prisão foram emitidos pelo regime chavista. Desde então, viviam sob condições precárias, em uma embaixada que, após o rompimento diplomático entre Argentina e Venezuela, passou a estar sob tutela do Brasil.
    Um resgate silencioso, mas ensurdecedor. A América Latina assistiu a um lembrete de quem ainda dita as regras do jogo.

  • Eduardo Bolsonaro, Fernando Haddad e Geraldo Alckmin – Fotos: Mário Agra/Câmara dos Deputados / Diogo Zacarias/MF / Antonio Cruz/Agência Brasil…

    Levantamento do instituto Paraná Pesquisas monitorou o desempenho de eventuais candidaturas de nomes como Eduardo Bolsonaro, Fernando Haddad e Geraldo Alckmin._

                  Primeiro cenário
    Eduardo Bolsonaro (PL) – 36,5%
    Fernando Haddad (PT) – 32,3%
    Capitão Derrite (PP) – 23,3%
    Ricardo Salles (Novo) – 13,6%
    Luiz Marinho (PT) – 10,7%
    Mara Gabrilli (PSD) – 10,4%
    Renata Abreu (Podemos) – 6,7%
    Cezinha de Madureira (PSD) – 3,7%
    Giordano (MDB) – 1,1%
    Nenhum/branco/nulo – 12,2%
    Não sabe/não respondeu – 5,4%…

                   Segundo cenário
    Eduardo Bolsonaro (PL) – 36,5%
    Geraldo Alckmin (PSB) – 34,6%
    Capitão Derrite (PP) – 23,6%
    Ricardo Salles (Novo) – 14,4%
    Luiz Marinho (PT) – 11,8%
    Mara Gabrilli (PSD) – 10,8%
    Renata Abreu (Podemos) – 7,6%
    Cezinha de Madureira (PSD) – 3,6%
    Giordano (MDB) – 1,2%
    Nenhum/branco/nulo – 10,7%
    Não sabe/não respondeu – 4,1%…

    Levando em conta que, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o atual ministro da Fazenda, Fernando Haddad, dificilmente serão candidatos ao senado em 2026. Mas caso se candidatem, terão um pareo duro pela frente.

    Será difícil não serem vinculados aos sucessivos casos de corrupção no governo que fazem parte.

    O deputado Eduardo Bolsonaro (PL), e o deputado licenciado e atual secretário da segurança pública paulista, Guilherme Derrite (PP), estão livres de escândalos e muito bem colocados nas pesquisas para assumirem uma cadeira no Senado em 2026.

    Mara Gabrilli (PSD) e Giordano (MDB), que foram os senadores eleitos em 2018 por São Paulo correm o risco de não se reelegerem.

  • Impulsionado pelo expurgo anticomunista de 1965-66, Suharto governou a Indonésia por 32 anos. Reuters/Enny Nuraheni

    O público internacional foi apresentado ao massacre de comunistas na Indonésia em 1965-66 pelo documentário de 2012, ” _The Act of Killing”_
    (O Ato de Matar)
    Embora os detalhes do ocorrido permaneçam enterrados nas profundezas do tempo, eis o que sabemos.

    Em 30 de setembro de 1965, um grupo de sequestradores de esquerda, autodenominado Movimento 30 de Setembro, sequestrou seis generais do exército e um primeiro oficial de suas casas. Algumas horas depois, o movimento anunciou no rádio que havia tomado medidas para proteger o presidente empossado do país, Sukarno, dos generais de direita que, segundo eles, planejavam um golpe.

    Primeiro presidente do país, Sukarno era um “nacionalista” alinhado aos comunistas. Ele tinha atuado com destaque no processo de independência da Indonésia em relação à Holanda, em 1945.

    Quando o governo Sukarno deu demonstrações da intenção de aliar-se ao bloco comunista, o Major-General Suharto, reagindo ao vácuo no alto comando do exército, assumiu a liderança do mesmo.

    Ele persuadiu e intimidou as sequestradores do movimento no centro de Jacarta a se renderem sem muita resistência, e então invadiu o quartel-general do movimento na base da Força Aérea de Halim.

    Em menos de 48 horas, Suharto derrotou completamente o Movimento 30 de Setembro. Mais ou menos na mesma época, os corpos dos sequestrados foram encontrados em um antigo poço em uma área conhecida como Lubang Buaya (Buraco do Crocodilo), no leste de Jacarta.

    O exército acusou o Partido Comunista Indonésio (PKI) de estar por trás do movimento e de ter como objetivo derrubar o governo. Isso desencadeou o maior expurgo anticomunista e massacres da Indonésia moderna. Milhares de comunistas sofreram anos de encarceramento e tortura sob a Nova Ordem, o regime construído por Suharto quando se tornou presidente em 1967.

    Uma onda de violência

    Após assumir o controle da situação e dos meios de comunicação, Suharto lançou uma operação para destruir o PKI e seus seguidores. Ele enviou a unidade de Forças Especiais do exército para prender e encarcerar suspeitos de serem membros do partido comunista.

    Na terceira semana de outubro de 1965, uma onda de violência — incluindo prisões, tortura e assassinatos — começou em Java Central, seguida por Java Oriental em novembro e continuou em dezembro até a ilha de Bali.

    Todas as vítimas eram comunistas ou acusadas de simpatizar com o comunismo: sindicalistas, intelectuais, camponeses, professores e até artistas. A intensidade da crueldade, com decapitações, torturas, estupros, e execuções sumárias escancarou a profundidade da repressão, que não ficou só nos líderes, mas desceu até o povo simples que supostamente também apoiavam os comunistas.

    Esforços semelhantes ocorreram em outras partes da Indonésia, mas principalmente em menor escala. Estima-se que entre 200 mil e 800 mil comunistas tenham sido mortos durante o expurgo anticomunista. Muitos outros foram presos, exilados, discriminados e estigmatizados.

    Sob o regime da Nova Ordem, criado posteriormente por Suharto, ex-prisioneiros políticos tiveram seus documentos de identidade marcados. E seus filhos não foram autorizados a ingressar no serviço público ou militar.

    Milícias civis, forças do exército e grupos islâmicos radicais participaram ativamente. O grau de envolvimento social foi alto, vizinhos, e comunidades inteiras colaboraram com a caça aos comunistas.

    Um nível institucionalizado de massacre silencioso, com apoio (ou omissão) de países como os EUA e Reino Unido.

    Consequências

    O PKI foi de fato destruído. E o presidente empossado do país, Sukarno, foi gradualmente removido do poder à medida que o exército se tornava o poder político dominante na Indonésia.
    Suharto tornou-se presidente de fato em março de 1966 e foi nomeado presidente interino pelo parlamento um ano depois. Ele governou como ditador por mais de 30 anos.
    O comunismo foi banido do país, e até hoje o tema é tabu.
    Milhares de sobreviventes e seus descendentes continuam marginalizados socialmente.

  • Carlos Lup, caiu duas vezes a frente de ministérios com problemas de corrupção

    Em 2011, no primeiro mandato do governo Dilma, Carlos Lup era o ministro do Trabalho.

    Caiu após ficar mais de um mês sob denúncias de irregularidades em convênios firmados pela pasta com Organizações Não-Governamentais (ONGs).

    Segundo as acusações, assessores do ministro cobravam propina para resolver pendências de ONGs com o ministério. Tudo com o conhecimento de Lupi.

    A situação do ministro se agravou com a divulgação de imagens que contrariaram a versão de que ele não teria usado, em 2009, um avião providenciado por dono de ONG que tinha convênios com a pasta.

    Veio à tona ainda a informação de que Lupi era assessor-fantasma do PDT na Câmara dos Deputados em Brasília. O pedetista teria acumulado ilegalmente cargos em Brasília e no Rio.

    Na época, a Comissão de Ética da Presidência recomendou a exoneração de Lupi, após entender “que ele não tinha explicado a base das acusações, que era a série de convênios irregulares firmados com pessoas do seu partido”, afirmou Sepúlveda Pertence, presidente da Comissão à época.

    Nova corrupção em 2025

    Associações descontavam mensalidades de aposentados e pensionistas sem autorização. Pressionado, ministro da Previdência Social  pediu demissão

    Agora, no terceiro mandado do governo Lula, o ministro da Previdência Social Carlos Lupi, pediu demissão sexta-feira (02/04) após uma investigação da Polícia Federal (PF) revelar um esquema de fraudes e desvios de dinheiro de aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

    Segundo as investigações, entidades sindicais que oferecem serviços a aposentados cadastravam pessoas sem autorização, com assinaturas falsas, para descontar mensalidades dos benefícios pagos pelo INSS. O prejuízo pode chegar a R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024.

    O INSS estima que 4,1 milhões de pessoas podem ter sido vítimas da fraude. O governo, mais uma vez do PT, promete devolver o dinheiro desviado, mas não explicou como nem quando.


    A avaliação do governo PT é que houve omissão de Lupi. Uma reportagem do Jornal Nacional revelou que o ministro recebeu os primeiros alertas em junho de 2023 e levou quase um ano para agir.

    É muita coincidência que Carlos Lup está sempre a frente de ministérios que apresentam problemas de corrupção, fraudes e desvios de verba.

    E outra coincidência é que o PT está sempre a frente do governo quando esses escândalos de corrupção explodem.

    O que mais espanta é que tanto o PT como Lup, nunca foram condenados, nem indiciados e muito menos responsabilizados judicialmente por essas fraudes.

    Jeito comunista de administrar

    Carlos Lup é comunista. Já foi presidente da Internacional socialista.
    O presidente Lula já afirmou que é comunista e tem orgulho disso.
    O PT é formado basicamente por comunistas, e seu programa é totalmente comunosocialista.

    Afinal, caem os políticos que estão à frente das pastas, mas a mesma estrutura é mantida. Com a anuência de governos comunistas representado pelo PT, os mesmos partidos continuam no comando dos ministérios. O sistema de corrupção continua, apenas com novos nomes, ou os mesmos à frente dos ministérios.

  • Atual governador segue liderando, e Marçal se mantém em segundo

    O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o empresário Pablo Marçal (PRTB)

    Uma pesquisa Datafolha divulgada quinta-feira 10/04/25 mostra que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), é favorito na disputa pelo comando do Executivo estadual em 2026, quando pode concorrer à reeleição.

    O instituto testou dois cenários com a presença do governador. No primeiro, Tarcísio tem 41% das intenções de voto, ante 15% de Pablo Marçal. O ex-governador e atual vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), foi colocado na pesquisa mas certamente não disputará o governo de São Paulo.

    Veja os números:

    Tarcísio de Freitas (Republicanos): 41%;
    Geraldo Alckmin (PSB): 25%;
    Pablo Marçal (PRTB): 15%;
    Alexandre Padilha (PT): 6%;
    Ricardo Salles (Novo): 4%;
    Em branco/nulo/nenhum: 9%;
    Não sabem: 1%

    Em outro desenho sem o governador, Tarcísio segue à frente da disputa.

    Veja os números:

    Tarcísio de Freitas (Republicanos): 47%;
    Pablo Marçal (PRTB): 16%;
    Márcio França (PSB): 11%
    Alexandre Padilha (PT): 6%;
    Ricardo Salles (Novo): 4%;
    Em branco/nulo/nenhum: 14%;
    Não sabem: 2%

    Nos cenários sem Tarcisio e com o prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), em seu lugar, o levantamento mostra que, o empresário Pablo Marçal (PRTB) despontaria.

    Geraldo Alckmin (PSB): 29%;
    Pablo Marçal (PRTB): 20%;
    Ricardo Nunes (MDB): 12%
    Rodrigo Manga (Republicanos): 5%
    Alexandre Padilha (PT): 5%;
    Ricardo Salles (Novo): 4%;
    Guilherme Derrite (PP): 3%;
    Gilberto Kassab (PSD): 3%;
    André do Prado (PL): 1%;

    Cenário sem Tarcísio e Alckmin, Marçal lidera.

    Pablo Marçal (PRTB): 21%;
    Ricardo Nunes (MDB): 15%;
    Márcio França (PSB): 11%;
    Alexandre Padilha (PT): 7%;
    Rodrigo Manga (Republicanos): 5%
    Ricardo Salles (Novo): 5%;
    Gilberto Kassab (PSD): 5%;
    Guilherme Derrite (PP): 4%;
    André do prado (PL): 1%;
    Em branco/nulo/nenhum: 12%
    Não sabem: 5%

    Em 2024 o instituto de pesquisas Paraná pesquisas já apontava Marçal na segunda posição com 20,5% das intenções de votos.

    Apesar de estar em segundo nas pesquisas e liderando em alguns cenários como um candidato viável, Marçal foi declarado inelegível pela Justiça Eleitoral de São Paulo. A palavra final, contudo, caberá ao Tribunal Superior Eleitoral.